31/05/08

AO CARLOS, À BABI E Á LARA...









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A todas as crianças do mundo dedico esta poesia ...
Criança,
que tudo merecias
por teres nascido em guerras,
só recebes mutilações,
sofrimento, ficando só,
sem pais como companhia.
Quando tu,Criança querida
tal como um ramo de rosas,
com seus botões a desabrochar,
outra vida merecias.
Tal como todas
fazes parte da humanidade.
mas neste mundo cruel
onde só há guerras,
disputas e lutas
por aquilo que mais interessa,
esquecem-se de vocês,
meus amores
perdendo, por vezes,
vossos pais, vossas mães.
Pois é,
são pais que perdem os filhos
e filhos que perdem os pais.
E o mundo anda em desarmonia.
A todas as crianças do mundo
eu desejo uma vida melhor,
onde possam brincar
e chegar a adultos.
Sem lágrimas
nesses lindos olhos
e um rosto onde não haja
sofrimento e dor.
Estas linhas são para aquelas
que nada têm,
Inclusivé, o amor e o respeito
a que têm direito.
Com todo o meu amor,
um abraço que a todas abrange.
Crianças lindas
como flores em botão
desejo o fim de todo o mal,
é o que pede meu coração
para todas as crianças.

(Fernando Pessoa)

26/05/08

OAMOR ÉASSIM....


----Apenas na imaginação o amor promete felicidade eterna, pois pela experiência de vida descobrimos realmente as suas dimensões...
----O amor, por vezes é alegria, paixão, e até compreende momentos de doce serenidade entre os risos e a tristeza.
----Em geral, o amor é suave, embora possa também ferir.
----O amor está em constante mutação e se num instante um sorriso poderá fazer-nos diminuir o passo, em outro, talvez surja um sinal de perigo que nos impedirá de reagir, enfim, dá-nos o discernimento de tomar uma decisão rápida.
----O amor é muitas coisas, mas muitas, ele não é.
----O amor não envergonha.
----O amor não pune.
----O amor não se vangloria, critica, degrada ou diminui.
----Às vezes pensamos que estamos repletos de amor, mas por egoísmo só atendemos nossas necessidades antes da do outro. Contudo, quando expressamos verdadeiramente nosso amor por alguém, não há como não reconhecer o calor agradável que nos invade.
----Como é simples ser um doador de amor!
----Mas como nos esquecemos disso quando as oportunidades surgem!

20/05/08

AMAR... O QUE É?...

---Há muitas formas de amar, tais como: a amizade, os amores maternal, paternal, filial ou fraternal, o amor do próximo, que leva alguém a fazer sacrifícios desinteressados por outro alguém, o amor a causas, e, como expoente máximo, o amor que leve à união de uma mulher e um homem, que se consumará no casamento.
---Para se perceber a forma de amar, torna-se necessária uma reflexão: O que atrai um homem e uma mulher ? Qual o fluído mágico transforma dois seres em partes importantes um do outro, deixando-os de tal forma dependentes um do outro que chegam a morrer por causa desse amor?
- Será o prazer, qualquer que ele seja, que partilham em conjunto?
- Será a necessidade de "partilha de bens ou serviços" entre si?
- Serão os sentimentos que nutrem um pelo outro?
---Parta-se do princípio de que uma relação, fundada apenas num destes pressupostos, estará condenada ao fracasso...
---Amar-se, verdadeiramente... é aceitar-se sem normas nem condições de espécie alguma. Amar é sentir atracção pelo outro, sentir desejo de dar as mãos, acima de tudo, contribuír para a sua felicidade, o seu bem estar. O fundamento de uma relação será a própria pessoa, muito além das suas qualidades físicas. O amor será uma "coisa" possível de se manter para toda a vida? Será que o amor poderá superar as dificuldades do quotidiano ou as doenças?
---Na realidade, a relação de dois seres constrói-se numa decisão livre e recíproca, que deverá crescer e tornar-se perene.
---Sendo o amor uma relação pessoal, ele deverá ser alicerçado e aprofundado com a passagem do tempo, consolidando-se na confiança mútua, no diálogo continuado, na renovação do dia-a-dia que deve ser patente nos gestos e atitudes, que mostram o lugar privilegiado que cada um ocupará na vida do outro.
---Resumindo: - O amor não tão só a simples fusão de duas pessoas, formando um só corpo, mas sim a partilha total de vida, como o coração, o espírito ou o corpo.
---É uma decisão recíproca e para o resto da vida, que irá permitir que o amor atinja o auge, podendo assim satisfazer o coração... e a mente!
---Concluíndo: Amar é uma escolha livre; é a decisão de se entregar ao outro, sentindo que seja recíproca, porque construída na base da confiança e da sinceridade.
---O amor será assim: MÚTUO E LIVRE!!!.
---Fique claro que, por vezes, vacilamos, e então pensamos:
---Serei eu capaz de superar este ou aquele defeito que tanto abomino, por amor?
---Assunto para continuar a abordar numa próxima postagem...

06/05/08

...E A CHINA AQUI TÃO PERTO! - II ... ************* ... A CIDADE PROIBIDA

- No filme de Bertolucci "O último Imperador", podemos aperceber a magnificência dos palácios e praças existentes na Cidade Perdida. A vida daquele que foi o último Grande Imperador da China, Puyi, pode ser também conhecida pelos visitantes do Museu do Palácio Imperial, o maior dos complexos reais que conseguiram sobreviver às guerras e devastações perpetradas nos últimos séculos.
- A Cidade Perdida ocupa uma área de 72 hectares em pleno centro de Pequim, correspondente a um rectângulo de 760 metros, de Este para Oeste, por 960 metros, de Norte para Sul, rodeados por um muro com 10 metros de altura e um fosso de 52 metros de largura, numa extensão de 3.800 metros. Dispõe de quatro torres de vigia em cada canto e de quatro portas de entrada, igualmente dotadas de torres: a Porta do Meridiano (a Sul, no eixo central da cidade), a Porta da Vontade Divina (a Norte) e as portas Floridas de Este e de Oeste. Os antigos Imperadores acreditavam viver no centro do Universo e que a linha de meridiano passava pelo meio da Cidade Proibida.
- Ao longo de práticamente cinco séculos (491 anos), viveram na Cidade Proibida um total de 24 Imperadores - 14 da Dinastia Mong e 10 da Dinastia Qing -, com as suas cortes de eunucos, esposas e concubinas. Puyi, o Último Imperador, que subiu ao trono com apenas 2 anos de idade (em 1908), foi derrubado pela revolução republicana de 1911. Abdicou no ano seguinte, mas ficou autorizado a viver nos palácios da Cidade Proibida até 1924, onde chegou a mandar construir um campo de ténis (ainda hoje existente), na mais pura tradição britânica, que lhe era ministrada pelo seu perceptor inglês. O recinto só foi aberto ao público em 1949.
- A construção da Cidade Proibida iniciou-se ao quarto ano do reinado do Imperador Yongle, o terceiro da Dinastia Ming, completando-se 14 anos depois, em 1420. De acordo com algumas estimativas, envolveu cerca de um milhão de operários, dos quais 100 mil artesãos especializados. A madeira necessária para a construção da grande maioria dos palácios e pavilhões, foi transportada do Sul do país, sobretudo, das províncias de Sichuan, Hunan e Guizhou. As pedras vieram do Distrito de Fangshan, não muito longe de Pequim.
- O amarelo é a côr predominante na Cidade Proibida e era quase exclusivamente usada pelos Imperadores. Para os seus antepassados, os cinco elementos do universo eram o ouro, a madeira, a água, o fogo e a terra, a principal, à qual atribuiam a côr amarela. Apenas a biblioteca real tinha uma cobertura negra, cor atribuída à água, como forma de proteger o edifécio dos riscos de incêndio. Muitos dos edifícios foram reconstruídos diversas vezes, pelo que, a maioria dos actualmente existentes, data do século XVIII.
- Quase totalmente construída em madeira, a Cidade Proibida vivia no pavor dos incêndios, geralmente, provocados por descuidos com lampiões, fogos de artifício, raior (os primeiros pára-raios só foram instalados em 1953) ou premeditados por eunucos e oficiais que enriqueciam à conta das obras de reconstrução. A título de prevenção foram colocados centenas de largos vasos de ferro (18 dos quais recobertos a ouro) nos diversos pátios usados para armazenar água em caso de incêndio. No Inverno, acendiam-se fogueiras para impedir a água de congelar.
- No eixo central da Cidade Proibida encontram-se três grandes pavilhões - o Pavilhão da Harmonia Suprema, também conhecido pelo Pavilhão do Trono, o Pavilhão da Harmonia Central, reservado ao descanso ou ensaios de discursos do Imperador, e o Pavilhão da Harmonia Preservada, vocacionado para banquetes e exames -, conhecidos pela Corte Exterior, onde o Imperador recebia as autoridades provinciais e conduzia os destinos do país. O Imperador, as suas mulheres e concubinas viviam na Corte Interior, nos palácios da Pureza Celestial, Tranquilidade Terrestre e da União Celestial e Territorial. Seis palácios a Este e outros seis a Oeste, completavam a disposição dos edifícios, que alojavam 70 mil eunucos e cerca de três mil concubinas. As pessoas comuns estavam proibidas de entrar na cidade. No topo Norte da cidade, figurava o jardim imperial, com 12 metros quadrados e construído na mais pura tradição chinesa e um excelente local para descansar depois de uma longa viagem.
- Ao todo, existem 800 edifícios, com 9.999 quartos e meio, no conjunto de palácios da Cidade Proibida, e este facto insólito deve-se à exclusividade do número 10.000 ser atribuído ao Imperador, a título de desejo de longevidade. De igual modo, nenhum edifício de Pequim podia exceder a altura do Pavilhão da Harmonia Suprema - a maior estrutura chinesa de madeira ainda de pé. O Imperador considerava-se a si próprio como o filho do Paraíso, nascido para governar o país e, logo, ocupando a posição mais elevada. Esta é também a razão porque não existe qualquer árvore na maior praça da Cidade Proibida - frente ao Pavilhão da Harmonia Suprema, com uma área de 10 mil metros quadrados -, além do receio de um atentado a partir de uma emboscada nas árvores. Para mais, uma árvore numa praça representava a palavra "problema", e o Imperador era supersticioso ao ponto de acreditar que poderia trazer problemas sem fim ao seu reinado. Apesar de fortemente guardado e de governar no poder mais absoluto, o Imperador vivia obcecado com a ideia de ser assassinado e trocava de quarto práticamente todas as noites. Só os eunucos mais próximos sabiam onde dormia no final de cada dia.
- Os pavilhões reservados aos aposentos privados do Imperador Qianlong e da Imperatriz Regente Cixi, são hoje utilizados para expor os tesouros e jóias da família real. Os objectos expostos constituem, apenas, uma ínfima parte do espólio outrora existente no palácio. Estima-se que a maior parte tenha sido desviada pelos japoneses, nos anos de ocupação, e para Taiwan, em 1949, pelos adeptos do Kuomintang, nas vésperas da tomada da China pelos comunistas.

05/05/08

...E A CHINA AQUI TÃO PERTO! - I

- A história da China remonta a tempos muito antigos, sendo este facto revelado por uma casualidade: durante séculos, foi vendido, entre os chineses, um remédio milagroso feito, segundo se dizia, de 'ossos de dragão' moídos. Mas no século XIX descobriu-se que se tratava de ossos fossilizados. As escavações realizadas levaram à descoberta do 'homem de Pequim', "protohomem" que viveu, segundo parece, há... 350.000 anos! Depois do 'homem de Pequim', a história da China apresenta um vazio de mais de 300.000 anos, sobre os quais nada se sabe, práticamente.
- No final da Idade da Pedra, existia, na China Setentrional, como em outros lugares do Velho Mundo, uma civilização de homens caçadores que, mais tarde, passaram a agricultores e pastores. A passagem da Idade da Pedra a um estágio de cultura mais elevado deu-se em distintos momentos e em diferentes pontos da Terra: No Oriente Próximo verificou-se um milénio antes do que na China. A cerâmica funerária chinesa do terceiro milénio a.C. demonstra uma certa influência da China do Oeste.
- A primeira cultura chinesa, localizada num pequeno território da fértil planície das margens do Hoang-Ho (ou rio Amarelo), foi urbana. O país, durante vários séculos, foi dominado pelos reis da Dinastia Shang (cerca de 1600 a 1300 a.C.). Entre os achados mais importantes dessa época, figuram os ricos túmulos reais. Na planície da China Setentrional, surgiu o chamado Império ou Terra do Meio, cujo rei era adorado como "Filho do Céu", florescendo aí a rica cultura do bronze. Nessa imensa planície, entre arrozais, erguiam-se as cidades, com palácios adornados de colunas. Pelas ruas desfilavam pessoas importantes, com refulgentes capacetes de bronze, que se dirigiam, conforme a época, à caça ou à guerra, em carros puxados a cavalo.
- Nos templos, diante dos vazos sagrados, enfeitados com sinais de escrita chinesa, rendia-se culto aos espíritos dos antepassados.. Os oráculos, para corresponder às consultas formuladas, interpretavam respostas préviamente gravadas em ossos de animais. Ainda hoje se conservam muitos desses ossos, que falam da extraordinária cultura do império Shang do leste asiático. Esta dinastia Shang foi expulsa, no século XII a.C., pela dinastia Chou, que estendeu os seus domínios até o Yang Tsé-Kiang (ou rio Azul). A evolução cultural prosseguiu. Muitos elementos da mais arcaica cultura chinesa chegaram até aos nossos dias, ainda que um tanto modificados.
- Os chineses, tal como os gregos ou os romanos, consideravam os seus domínios como o centro do universo: no Estado confederado chinês, os domínios imperiais denominavam-se Império ou Terra do Meio, como acima ficou dito.

04/05/08