22/09/12

PORTUGAL ESTÁ EM CRISE...

a fotografia que correu mundo


 Tal como há imagens que valem por mil palavras, há silêncios com a mesma força. Foi o caso da não resposta do agente do corpo de intervenção à pergunta que Adriana lhe fez antes de o abraçar, numa imagem-símbolo da manifestaçãoQue se lixe a troika! Queremos as nossas vidas do passado sábado, que juntou quase um milhão de pessoas em 40 cidades contra a situação desesperante do país. 
Ao contrário do que algumas pessoas têm dito em comentários à fotografia, Adriana não foi contratada por nenhuma agência de publicidade, nem tão pouco é familiar do agente que abraçou. É, sim, uma aluna de artes de 18 anos que vive em Lagos e que, por estar na capital naquele dia, decidiu participar na primeira manifestação da sua vida.
A razão para nos manifestarmos era boa, então decidi ir. A dada altura, quando vi polícias de intervenção, aproximei-me para ver o que se passava”, conta ao telefone.
Um grupo de manifestantes tinha acabado de atirar tomates à sede da troika, na Avenida da República, e havia alguma tensão no ar. Adriana, que já tinha visto fotografias simbólicas de outros protestos e manifestações, procurou um agente para abordar, até porqueos polícias têm família como nós”.
Foi muito simples: de todos os polícias ali, ele era o que tinha a máscara de plástico levantada. Então aproximei-me e perguntei-lhe: ‘Porque é que estão aqui?Porquê, perguntamos.Porque, se é uma manifestação pacífica, não vejo razão para o corpo de intervenção estar ali. Ele respondeu-me que estava a trabalhar e eu perguntei-lhe se ele não preferia estar connosco.” O silêncio caiu aí. O polícia olhou em frente, “com olhos tristes”, e Adriana afastou-se a pensar na cara infeliz e na reacção que poderia ter perante ela. Levou dez minutos a decidi-la.
O agente já tinha baixado a viseira por essa altura. Isso não a impediu de o abraçar.Sou contra gritos e contra mandar tomates, mesmo em protestos. Desejo um mundo sem ódio. Vi que ele queria estar connosco, então passei-lhe aquela mensagem de amor e de paz.” Ele ficousurpreendido e acabou por tentar afastar-me, mas não bruscamente. Por acaso, até gostava de saber se ele está bem. Depois de ver a imagem, fiquei preocupada que pudesse ter problemas no trabalho só porque eu o abracei”.
Sérgio não teve qualquer problema com as chefias. Através da direcção nacional da PSP, chegámos ao agente abraçado.Ali estávamos nós, em plena Avenida da República, com aquele oceano de gente pela frente. Já tinham sido arremessados tomates, garrafas de vidro, petardos que nos rebentavam aos pés e deixavam os ouvidos a zumbir...
Mas o sentimento permanecia. Apesar de haver arruaceiros, tínhamos que permanecer calmos e, apesar de estar ali como agente do Corpo de Intervenção, também sinto na pele as decisões e medidas do governo”, explicou ao jornal 'i.'
 
O momento em que isso se manifestou”, acrescenta,foi quando a Adriana se aproximou de mim e me perguntou porque estávamos ali. Respondi que era nossa função, que apesar de aceitar que as pessoas se manifestem, tinha que trabalhar.
Ela perguntou-me então se não tinha vontade de me juntar à multidão e manifestar-me, e a minha reacção foi olhar para ela com um ar de quem assume: ‘Sim, estou convosco no sentido da manifestação e sou parte do seu sentido’ e olhei em frente para a multidão. Momentos depois ela voltou e simplesmente abraçou-me. Fiquei estático e dois segundos depois disse-lhe ‘Já chega’ e recuei ligeiramente.”
Os dois segundos foram suficientes para nascer o símbolo de que, como alguns internautas têm comentado,o povo perdeu a paciência, mas não perdeu a calma”.

09/09/12

UM PAÍS AUSTERO...


AUSTERIDADE A QUALQUER PREÇO.
Não se calaram ainda as palavras 'amargas' do Primeiro Ministro deste País de brandos costumes e fé no bom desempenho dos governantes... que a maioria das vezes são uma dôr de cabeça permanente para quem tem de arcar com as consequências do desatino dos antecessores.
Que se pague o que se deve, ninguém de boa fé contestará, mas que sejam sempre os funcionários públicos e os pensionistas a pagar a factura da incompetência de uns quantos, que se refugiaram na cidade luz para fugir às consequências dos seus actos, mas também de 'companheiros de jornada' do actual Governo, que não souberam - ou não quizeram - acudir atempadamente aos demandos que iam notando na governação. Interessava era manter 'tachos' para o após passagem pelo Governo, e se possível também para os filhos, tios, sobrinhos, cão e gato.
O resultado é por demais evidente... não se podendo agora chorar sobre o leite derramado.
Os mapas que seguem são elucidativos sobre quem vai pagar a factura da incompetência governamental... que vem desde os tempos imemoriais dos governos Socialistas, mas também dos outros partidos, mesmo que aleguem oposição nos momentos em que não eram Governo... porque sabiam e calavam-se!


 
Para ampliar CLICK no mapa
DESCONTO BRUTAL ARRASA OS ORDENADOS!
O Governo faz aqui uma razia nos salários, roubando descaradamente o funcionalismo público, que tem sido o bombo da festa nesta legislatura, já que paga pelos ricos, pelos liberais, pelos deputados, pelos membros de um Governo que vendeu a alma ao Diabo, transformado em Tróika. Desrespeita-se o Tribunal Constitucional... mas no chamado 'Portugal de Abril' tudo é permitido, nada tem consequências.
No rescaldo desta porcaria feita pelo inefável Passos - que aproveita sempre uma ida a uma festa qualquer, para espetar a faca no peito do Zé Pagante -  está também nos cortes ao Salário Mínimo Nacional, que passa de 485 € brutos (431,65 € líquidos) para uns míseros 397,7 € após aplicação de TSU de 18% (antes era de 11%). Sempre são menos 34 € que se retiram ao bolso bem atulhado do Português.
Que lhes valha a Sopa dos Anjos, do Barroso, da Caritas, da Legião da Boa Vontade e de todas as Instituições e particulares que têm da caridade uma ideia diferente da que tem o Governo.