07/06/12

TEMPOS MODERNOS...


Neste mundo em que estamos inseridos, muitas vezes nos perguntamos qual o papel que nos está reservado, o que podemos fazer em prol do 'outro', interrogamos a nossa consciência sobre o que é que consideramos ser pertinente fazer pelo nosso próximo... mas perguntamos comulativamente quem é mesmo o nosso próximo.
Manda a verdade que se diga que será uma pergunta bem difícil de ter aquela resposta capaz de nos dar um certo conforto de alma, pois o nosso próximo sempre esteve perto, sempre partilhou as suas alegrias e tristezas connosco, sempre riu quando nos viu rir, chorou porque nos viu chorar, pois ele, o próximo, é aquele que vive o teu quotidiano como se dele se tratasse!
Muitas vezes dá vontade de baixar os braços e desistir de tudo aquilo que é negativo neste mundo cheio de contradições, de meias verdades, de desamor, de egoísmos e falta de memórias para as coisas boas que ao longo dos séculos fomos capazes de fazer! Nem tudo o que foi a nossa passagem por este mundo poderá ser considerado mau... mesmo que passemos o tempo a lamentar a falta de sorte, a pouca solidariedade que vemos naqueles que nos dão a mão agora mas nos empurram depois. Será que estou certo daquilo que digo? A sorte conquista-se e merece-se pelo nosso esforço em prol da mudança! Quanto à solidariedade... porque nos lamentamos quando somos nós que não temos a coragem de aceitar aquilo que a generosidade dos outros nos pode propiciar? Por orgulho ou por inveja? Dizemos então que não andamos sujeitos às ajudas que nos queiram dar... mas  quando não nos dão aquilo que necessitamos, toca a apelidar de sovina quem deu tudo o que tinha, que partilhou connosco até ao último cêntimo!
Portugal está naquele caminho que leva à insolvência, pois falta tudo... e não vemos maneira de saír da cepa torta, porque os meios são cada vez mais escassos, mas é de pensar um pouco na solidariedade que o Povo mostrou ainda na última campanha do Banco Alimentar Contra a Fome! O Povo português está sempre pronto a dar um pouco do que tem... mesmo que tenha pouco, porque é generoso!
Os tempos que vivemos são de reflexão, porque já não há tempo para mudar os hábitos de muitos de nós, que vivemos à beira do precipício para onde outros nos arrastaram e não podemos dar passos em falso, pois o risco de queda é enorme.
Até quando? Não se sabe, porque estamos nas mãos de Deus, já que as dos homens estão por demais sujas de iniquidade, de devassidão, de uma corrupção aviltante que domina todo um aparelho político-administrativo onde impera o descrédito total, porque  Homens escreve-se agora com 'h' pequeno, uma vez que estes têm perdido a dignidade de antigamente!