09/07/11

"NADA ME FALTARÁ". - O "adeus" da Zézinha

Ainda não se extinguiu o sentimento de tristeza pela partida da Zézinha Nogueira Pinto e logo surge mais um dado que leva a recordar o porquê de esta grande Mulher ser tão homenageada pelos que a viram actuar nas suas tarefas do quotidiano político e não só, tal como pelos que não se dispensavam de lêr os seus trabalhos nas colunas do Diário de Notícias. O último é, na realidade, a sua despedida da terra dos vivos, por estava já cumprida a missão para que o Senhor a havia destinado.
Depois de se apresentar e nos apresentar aqueles que a precederam na constituição familiar, como os avós, os pais e até a tia/madrinha, pois de todos eles aprendeu, "desde cedo,  o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia". 
"No primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitráriamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizémos desde então uma família, com os nossos filhos -  o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos. Procurei sempre viver de acordo com os princípios que tinham a vêr com os valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria - mas também com a Justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções. Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "Não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios , nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida nem da morte."...
"Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou - mesmo quando faltava tudo."... "Gostei de trabalhar no serviço público... Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus opositores por comvicção, os meus adversários. A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi-a com racionalidade, mas também com emoção e até paixão."...
Depois de tecer algumas considerações sobre o se percurso político e a colaboração nos órgãos de comunicação social, continua, já em despedida:
..."Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé. Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor. Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará."
...
É uma premonição de morte anunciada, porque a lucidez da Maria José jamais se perdeu, até ao último suspiro. Esta crónica foi a última vontade manifestada ao seu DN.
O Jaime Nogueira Pinto até no falecimento da Esposa de tantos anos deve sentir orgulho, porque uma Mulher com a dimensão humana da Maria José Nogueira Pinto é imortal!
Que Deus a tenha no lugar dos justos, porque a Zézinha, na realidade,  combateu o bom combate e guardou a Fé. É digna da Eternidade que almejou conquistar. 

07/07/11

MORREU MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO

Morreu a Zézinha Nogueira Pinto, vitimada por um cancro no pâncreas. Tinha 59 anos e estava no Parlamento, como Deputada do PSD eleita nas últimas eleições.
D. Maria José Pinto da Cunha de Avilez Nogueira Pinto (Lisboa, 23 de Março de 19526 de Julho de 2011) foi uma jurista e política portuguesa.
Era filha de D. Luís Maria de Avilez de Almeida Melo e Castro, Conde das Galveias e Conde de Avilez, Visconde do Reguengo, e de sua mulher Maria José de Melo Breyner Pinto da Cunha e irmã da jornalista Maria João Avillez. É prima-irmã da mãe do jornalista Martim Avillez Figueiredo.
Jurista de formação, licenciou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi investigadora no Gabinete de Estudos Rurais da Universidade Católica Portuguesa e exerceu diversos cargos em instituições públicas e privadas, nomeadamente como vice-presidente do Instituto Português de Cinema, directora da Maternidade Alfredo da Costa, membro do Conselho Consultivo da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação António Quadros, representante de Portugal na Secretaria de Cooperação Ibero-Americana e provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Foi autora do livro O Direito da Terra, colaboradora da Enciclopédia Jurídica e da Enciclopédia Luso-Brasileira, colunista dos jornais Expresso, Público, A Capital e Diário Económico.
Entrou na política em 1992, como subsecretária de Estado da Cultura do XII Governo Constitucional, dirigido por Cavaco Silva. Em ruptura com Pedro Santana Lopes, por causa da célebre interdição da bancada do antigo Estádio de Alvalade, em que alegou que a placa de cobertura da pala ameaçava ruir,  demitiu-se um ano depois. Em 1996 aderiu ao Partido Popular, pelo qual era já deputada (independente) na Assembleia da República, desde 1995. Em 1998 disputou a sucessão do CDS-PP a Manuel Monteiro, acabando derrotada no congresso que elegeu Paulo Portas como líder nacional. Foi presidente do Grupo Parlamentar e do Conselho Nacional do CDS-PP e, em 2005, candidatou-se a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Até 2007 exerceu o cargo de vereadora da Habitação Social, em Lisboa.
Em Março de 2007, entrou em conflito com o partido, aquando do eventual regresso de Paulo Portas à liderança do CDS-PP, por meio de um Conselho Nacional Extraordinário. Incompatibilizada, abandonou o CDS, depois de acusar Paulo Portas de tentar assaltar o poder  e o deputado Hélder Amaral de a agredir fisicamente.
Em 2009 integrou as listas do PSD para a Assembleia da República, sendo eleita deputada na XI Legislatura.
Em 2011, já doente, integrou as listas do PSD para a Assembleia da República, sendo eleita deputada na XII Legislatura. Cumpriu, enquanto conseguiu, o seu mandato.
Casou em Lisboa, Campo Grande, a 27 de Janeiro de 1972 com Jaime Alexandre Nogueira Pinto, de quem teve um filho e duas filhas:
                 .    Eduardo da Cunha de Avilez Nogueira Pinto
    • Maria Catarina da Cunha de Avilez Nogueira Pinto
    • Maria Teresa da Cunha de Avilez Nogueira Pinto
    Faleceu no dia 6 de Julho de 2011, aos 59 anos , vítima de cancro do pâncreas.
  • As pessoas como Maria José Nogueira Pinto, são cada vez mais raras. Nos tempos que correm, temo que cada vez as tenhamos menos junto de nós. Fico sempre com a  impressão de que essas pessoas raras, que  deixam o nosso convívio e vão rumando para outros destinos, especialmente para a Casa do Pai, lá no espaço celestial, pretendem fazer-nos pensar ser este Portugal apenas e cada vez mais, um lugar onde Deus permite possamos parar e preparar a partida sem que do passado haja penas... porque apenas ficará uma mágoa enorme por não se poderem mudar as coisas como gostariamos.
  • E a Zézinha era assim! Generosa em tudo o que fazia, coerente em tudo o que dizia, benevolente com tudo o que a magoou, amável com quem privou...
  • Descance em paz.

15/06/11

Real Abadia de Stª. Maria de Alcobaça

No Distrito de Leiria podem ser encontrados alguns dos mais belos exemplares da arquitectura religiosa, como é o caso do Mosteiro de Alcobaça que foi mandado eregir por el-Rei D. Afonso Henriques, sendo doado à Ordem de Cister em cumprimento de uma promessa feita pela vitória tida contra ou Mouros, quando na tomada de Santarém.
Com esta doação o monarca juntava à sua fé religiosa a estratégia política que tinha delineado, consubstanciada no repovoamento e desenvolmento do território.
Os monges brancos chegaram ao local logo na década de 1150, tendo abandonado a Abadia Velha apenas em 1222. Ajudaram a erguer a nova Abadia e dedicavam-se, simultâneamente, aos trabalhos agrícolas, pois era deste trabalho que tiravam todo o seu sustento.
Mas também dedicavam parte importante às letras, sendo nesta Abadia que o Rei D. Dinis veio a fundar o "Estudo Geral", antecessor da  Universidade de Coimbra.
Os cistercienses tiveram um papel pioneiro na Europa no que respeita à expansão de novas formas construtivas, respeitando sempre os valores da austeridade e pureza, que eram promovidos pela doutrina de São Bernardo. Na igreja podemos vêr estes valores patentes na opção por um repertório decorativo de vegetalismos bastante simples para os capitéis, de tendência coimbrã, e na ordenação despojada dos tramos do corpo. A Ordem copiou da Abadia de Claraval o terceiro modelo, que apenas foi alterado naquilo que  se tornou necessário para que pudesse ser adaptado à topografia do local, adoptando-se uma cabeceira com Capela-mor de duplo tramo, circundada por um deambulatório de nove capelas radiantes amparadas exteriormente por arcobotantes. Da primeira fase construtiva é também o transepto, o coro dos monges e todo o traçado geral do Mosteiro.

De uma segunda fase datam as naves, que se elevam quase à mesma altura, numa monumental verticalidade que é intensificada pela luz interior, que provém quase exclusivamente da enorme rosácea da entrada.. O estreito rasgamento das frestas laterais, bastante altas, e da capela-mor também dão um contributo para moderar a iluminação. Houve ainda uma terceira fase de construção, correspondente aos dois últimos tramos das naves e a fachada original, de que hoje apenas resta o portal.
Os mesmos valores de gravidade podem encontrar-se em todo o conjunto das dependências conventuais medievais, que singularmente a nível europeu, se conserva intacto: o Claustro do Silêncio, o Refeitório e a Sala do Capítulo.
Ao longo dos tempos, as sucessivas alterações feitas aqui e ali, afastaram o Convento da sobriedade defendida por S. Bernardo.
Os túmulos de D. Pedro e Dona Inês de Castro têm uma qualidade considerada sem igual a nível europeu, glorificando a micro-arquitectura de um bem elaborado gótico flamejante que despontava nas grandes catedrais europeias.
Alcobaça é um dos mais extraordinários mosteiros cistercenses medievais que sobrevive, a nível europeu, às incidências do tempo.

15/05/11

PORTUGAL... terra de Santos...

Túmulo da Venerável Mãe Clara sito em Linda-a-Pastora na sede das

Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição

Não podemos deixar de exultar porque Deus não deixa de dar a Portugal motivos de júbilo, como é o caso vertente: - No próximo dia 21 de Maio, no Estádio do Restelo, em Lisboa, a Igreja Portuguesa vai ter mais um Beato a quem apelar para que tenhamos sempre vincado o dogma da Fé nos nossos corações e para que haja mais uma intercessão nos Céus para que vivamos a Paz de Nosso Senhor de forma perene.

Não se sabe ainda se será D. José Policarpo ou o Cardeal Angelo Amato a presidir às cerimónias da beatificação da nova Beata, cujo slogan para a celebração é "MARIA CLARA, UM ROSTO DE TERNURA E DA MISERICORDIA DE DEUS"

A nova Beata nasceu na Quinta do Bosque, na Amadora, no dia 15 de Junho de 1843 e recebeu o nome de Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque. Foi baptizada na Igreja de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, no dia 02 de Setembro de 1843.


Foram seus pais Nuno Tomás de Mascarenhas Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque e Maria da Purificação de Sá Ferreira, que morreram vítimas da cólera nos anos de 1856 e 1857, tendo Libânia do Carmo entrado no Internato da Ajuda, destinado a órfãs de famílias nobres, em Outubro de 1857 .
Com a expulsão das Filhas da Caridade francesas, ocorrido em Maio de 1862, deixou o Internato e foi para casa dos Marqueses de Valada, onde permaneceu durante 5 anos. Recolheu-se então no Pensionato de São Patrício, junto das Irmãs Capuchinhas Concepcionistas, onde foi orientada pelo Pe. Raimundo dos Anjos Beltrão. Foi então que se apercebeu de que o Senhor a chamava para o Seu serviço, recebendo o hábito de Capuchinha em 1869, tomando o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus.


Foi enviada a Calais - França, em 10 de Fevereiro de 1870, onde fez o Noviciado, visando fundar depois, em Portugal, uma nova Congregação. Professou no dia 14 de Abril de 1871, em França, após o que regressou à Pátria no dia 01 de Maio do mesmo ano.


Fundou a primeira Comunidade, em São Patrício - Lisboa, no dia 03 de Maio de 1871, que foi aprovada pela Santa Sé a 27 de Março de 1876, 5 anos após a abertura. Abriu então grande número de casas para acolhimento dos pobres e necessitados de Portugal continental, enviando Irmãs para Angola(1883); Índia (1893); Guiné (1893) e Cabo Verde (1893).


Faleceu em Lisboa, no dia 01 de Dezembro de 1899, depois de ter visto a sua vida inteiramente dedicada a todo o Bem, onde fosse necessário fazer-se.


Foi sepultada, 3 dias depois, no Cemitério dos Prazeres, acompanhada por enorme multidão de fiéis que reconheciam a sua santidade. Foi depois o seu corpo repousar na Cripta da Capela da Casa-Mãe, em Linda-a-Pastora, onde acorrem milhares de devotos a implorar a sua intercessão junto de Deus.


O processo de canonização da "Mãe Clara", como é popularmente conhecida, iniciou-se em 1995. Em 12 de Novembro de 2003 ocorreu em Baiona - Espanha, o milagre que levará Mãe Clara à dignidade dos altares: A devota Georgina Troncoso Monteagudo, que sofria de um pioderma gangrenoso - doença ulcerativa cutânea -, foi em 1998 até junto do túmulo da Serva de Deus Maria Clara e pediu a cura para a sua enfermidade .


É uma benção de Deus este País contar com mais um beato, pois nos últimos 10 anos foram beatificados 5, a saber : Os Pastorinhos de Fátima Francisco e Jacinta Marto - 13 de Maio de 2000 -; Frei Bartolomeu dos Mártires - 04 de Novembro de 2001 - ; Alexandrina de Balasar - no Vaticano a 25 de Abril de 2003 - ; Rita Amada de Jesus, de Viseu - 28 de Maio de 2006.


Deu-se ainda a beatificação, no 03 de Outubro de 2004, do Imperador Carlos da Áustria, falecido no Funchal, e a canonização de São Nuno de Santa Maria, o Santo Condestável, acontecida no Vaticano no dia 26 de Abril de 2009.


Portugal é terra de Heróis... Santos... Sábios... é a terra de Santa Maria!

25/04/11

1º. DE MAIO... GRANDE DIA!

Aproximando-se o dia 1º. de Maio, fico apreensivo quanto à comemoração que me será prioritária, uma vez que os eventos são todos especiais e a pedirem a máxima atenção para os mesmos, não fossem eles votados ao ostracismo por parte de algumas pessoas que não comungam das mesmas razões que levam a este comentário, argumentando lógicas justificações para se auto-suspenderem de todo e qualquer resquício que possa conotar os seus imaculados nomes com estas festanças de Esquerda ou Direita, conforme o sítio que hajam escolhido para estar... no momento dos acontecimentos.

Muita e boa gente já marcou lugar no autocarro que a Central Sindical colocará à disposição daqueles que queuiram vir desfilar na Avenida a gritar as palavras de ordem de sempre: "NINGUÉM CALARÁ A VOZ DO POVO!"... "O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO" e outras lenga-lengas do mesmo grupo de frases de circunstância, mesmo que saibamos que Portugal está em crise profunda e não há lugar nem dinheiro para festas.

Apetece dizer que "O POVO UNIDO CONTINUA A ESTAR ILUDIDO", não se sabendo bem até quando...

Não é a imagem normal que se apresenta para o "DIA DA MÃE", mas o facto de este surgir logo após a Páscoa da Ressurreição e de, quando na Cruz, Cristo ter entregue a Sua Santa Mãe como "Mãe do Mundo", pois o Apóstolo João simbolizava todo o Povo de Deus, naquele momento, leva a que me seja grato ter a Virgem Maria como modelo maior de Mãe... que nos vai protegendo com o seu manto de bondade infinita, intercedendo por nós junto de Seu Filho Jesus e incitando a que usemos a corda por ela tecida para nos fazer subir para o Céu - O TERÇO DO ROSÁRIO!

É dedicado o dia 1º. de Maio à nossa mãe... mas é tempo de reflectir até que ponto o nosso amor filial se repercute numa prática quotidiana de dar amor àquela que nos deu o ser.

O conceito de família está, desde há muito, a ser letra morta na nossa lista de prioridades, notóriamente verificada no facto de os "velhos" pais serem considerados como algo que configura uma prisão que não permite aos filhos o gozo pleno da liberdade. É então que se recorre ao abandono nos hospitais, nas habitações, nos lares... sem que haja a percepção de que o amanhã lhes trará os "dividendos" pelo exercício desta prática, uma vez que a "CASA DOS PAIS É ESCOLA DOS FILHOS".
Que neste DIA DA MÃE, os filhos usem para com elas do verdadeiro amor filial e lhes façam sentir ter valido a pena trazer no ventre o filho do seu amor e suportar as dores da maternidade, porque ser Mãe é amar incondicionalmente, como só elas o sabem fazer.

FELIZ DIA DA MÃE!!!

Ainda que fale da Beatificação do Papa João Paulo II em último lugar, não é esta a ordem das coisas... mas os últimos serão os primeiros.

Será motivo de grande alegria a subida às honras dos altares daquele que foi o verdadeiro Missionário do Amor de Cristo e de Sua Mãe, Maria Santíssima, pois levou um pouco por toda a parte a Palavra do Mestre, que disse: "IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO...". E de que maneira Karol Wojtyla, o nosso Papa Missionário, cumpriu este Mandato do Senhor.

A partir do próximio dia 01 de Maio, o Venerável Papa de Nossa Senhora será o Beato João Paulo II e poderemos venerá-lo nos altares que lhe serão dedicados em todo o mundo.

Saibamos nós agradecer a Deus a graça de o poder vêr nos altares e pedimos ao Senhor que ele alcance a santidade reconhecida oficialmente com a brevidade que merece, porque o Servo de Deus Karol Wojtyla é bem digno de estar no rol dos Santos, pelo seu percurso na terra em que cumpriu todas as determinações emanadas de Deus para que o Homem fosse salvo.

Beato João Paulo II, ROGAI POR NÓS, PECADORES!

20/04/11

RESSUSCITAR COM CRISTO...

- " Eloí. Eloí, lemá sabactáni?" - MEU DEUS, MEU DEUS, PORQUE ME ABANDONASTES?


O véu do templo rasgou-se em duas partes de alto a baixo. O centurião que estava em fente de Jesus, ao vê-l'O expirar daquela maneira, exclamou:


- "Na verdade, este homem era Filho de Deus"!


Neste tempo em que recordamos a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, seria injusto não haver uma palavra de agradecimento para com Aquele que quiz assumir a Salvação de todo o género humano deixando-se pregar numa Cruz e morrendo por todos e cada um de nós, crentes ou não de que Deus nos enviou o Seu Filho Unigénito para que tivessemos a Vida Eterna e viéssemos a partilhar do plano salvífico desde sempre previsto para a Redenção de todos, sem excepção.


Nesta Semana Maior seguiremos a caminhada de Cristo até ao Calvário, onde se ergueu o símbolo maior da cristandade: A CRUZ DO SENHOR! Não sem que antes houvesse Jesus dado mais uma prova inequívoca de que estaria connosco até à consumação dos séculos: QUIZ FICAR DE FORMA PERENE, DANDO-SE AOS HOMENS COMO ALIMENTO, AO INSTITUÍR A EUCARISTIA, DURANTE A ÚLTIMA CEIA:


"TOMAI E COMEI... TOMAI E BEBEI TODOS: ESTE É O MEU CORPO... ESTE É O MEU SANGUE, DERRAMADO POR VÓS E PELA MULTIDÃO DOS HOMENS PARA REMISSÃO DOS PECADOS! FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM!"

UMA SANTA PÁSCOA DE JESUS! RESSUSCITADOS COM ELE POSSAMOS CAMINHAR FIRMEMENTE RUMO AO PAI!

BOA PÁSCOA! CRISTO RESSUSCITOU PARA NÓS!

01/04/11

ABORTO... PORQUÊ?

Quando vemos uma MÃE com um filho ao colo ou pela mão, mil e uma interrogações nos assaltam o pensamento... e não raro perguntamos PORQUÊ ainda há mulheres que não conseguem sensibilizar-se perante o facto de que SÓ A MULHER TEM A SUPREMA GRAÇA DE GERAR DENTRO DE SI UM SER HUMANO, participando de forma activa na OBRA DA CRIAÇÃO, cumprindo o mandato Divino "CRESCEI E MULTIPLICAI-VOS!" - (Gen 1 - 28).

No ano passado - 2010 - foram 18.911 as mulheres que pediram a interrupção da gravidez, em Portugal, com Lisboa a erguer bem alto a bandeira do 1º. lugar nas interrupções, parece que muito orgulhosa pelo feito. Mas o número de abortos é de 19.436, porque os abortos em clínicas particulares também está inventariado. A maior parte dos abortos foram feitos por mulheres entre os 20 e os 34 anos, sendo 401 feitos por raparigas com menos de 15 anos e 2.214 com idades entre os 15 e 19 anos.

Curioso é o Estado ter legislado no sentido de a interrupção da gravidez ser feita a expensas do mesmo Estado, logo pago pelo Contribuinte, tal como é gratuita a consulta de planeamento e os contraceptivos a utilizar... mas todas as doenças que do antecedente estavam abrangidas pela gratuitidade, especialmente as chamadas "doenças crónicas", que tinham 100% de comparticipação mas agora são pagas como qualquer outra.

Depois a mulher que aborta dá-se ao luxo de fazer os abortos que quer sem que lhe sejam pedidas contas para o facto, havendo muitas que já vão no 3º. e 4º. aborto... de borla, como convém! É escandaloso, mas é o País que temos e nada se pode fazer contra tamanha desfaçatez. A Direcção Geral de Saúde identifica mulheres que já vão no... 10º. aborto!!!

Apesar de haver uma organização de Planeamento Familiar que afirma terem acontecido as repetições dos abortos de uma forma clandestina, não havendo técnicos a encaminhar as mulheres para as unidades de planeamento familiar, quem toma conta desta "bagunça"?

Muitas mulheres não usam contraceptivo, repetindo os abortos, ninguém saberá dizer porque motivo. Que o Estado faça as consultas de planeamento e os contraceptivos gratuitamente, ainda vá lá, até porque já vem de há muitos anos a esta parte. Que não haja taxas moderadoras e possam fazer o aborto livremente quando o desejarem... desculpem lá o mau jeito, mas não concordo!

A mulher é dona e senhora do seu corpo, concorda-se sem rebuço. Mas sendo dona e senhora do seu corpo, deve agir conscientemente e não fazer aborto apenas porque não está para aturar os filhos que Deus lhe entenda mandar. Se é casada, deve ao marido uma satisfação para o que pretende fazer e não abortar porque não quer estragar as linhas do corpo com a gravidez. Sendo solteira e engravidando, terá de haver consenso entre a mulher e o "possível" pai do ente que foi gerado.

Não será ilógico que as "profissionais do sexo" procurem não engravidar, mas como "profissionais" estão muito mais "obrigadas" a proteger-se de uma gravidez indesejada. Se engravidam será porque o querem

Quanto às jovens... aqui é o busílis da questão! Nunca como agora se notou até que ponto a instituição familia perdeu acuidade, pois a "liberdade" é palavra vã quando se não percebe que não é sinónimo de estupidez... mesmo que muitas vezes o pareça, especialmente se os pais se demitem de educar os seus filhos de forma a que venham a ser pessoas conscientes das barreiras que se interpõe entre eles e a insensatez. O mercado empresarial, a carreira profissional e a procura de uma forma de ser uma pessoa independente tornou-se a aspiração da mulher, pelo que se demitiram de tudo o que respeite aos filhos. Se os têm, ou o marido toma conta deles ou então o colégio está a esperar por eles, sendo as primeiras vítimas do labor da progenitora. Se não têm... é fácil: NÃO VÃO NASCER E CASO ARRUMADO!