08/11/08

OUTONOS...

* Quando o sol começa a aquecer menos, o tempo a escurecer, a chuva a caír, os pássaros a emigrar, as folhas a ficar amarelas... e a caír, sabemos que o Verão partiu e o Outuno chegou, cumprindo um ciclo que vai até dias antes do Natal.
* É tempo de vindimar, de fazer o vinho, da apanha da azeitona! Começa a sentir-se no ar o cheiro de castanha assada e quase toda a gente anseia pelo Verão de São Martinho, que irá proporcionar mais uns dias de tempo quente... até para não estragar a Feira da Golegã, onde a água pé, as nozes e os cavalos reina em pleno Ribatejo.
* No mês de Novembro a Igreja recorda aqueles que chegaram às honras dos altares... ou aqueles que já tiveram o seu ocaso, porque a morte os aliciou para partir deste mundo! A criançada vai de casa em casa, na manhã de todos os Santos, pedir o "Pão por Deus" ou o "Bolinho". Parecem pardais chilreando, saco às costas com guloseimas ou frutos variados, que a boa vontade das pessoas lhes vai facultando.
* O Outono não é apenas ditado pelo calendário, que muda a Natureza no cumprimento de um ciclo acontecido em cada ano! Também é Outono o entrar na curva ascendente da vida de cada um de nós, que vamos cumprindo, igualmente, o nosso ciclo de vida, que nos leva até ao descanso eterno junto ao Criador, se é essa a nossa fé, se é essa a nossa convicção. Para tanto torna-se necessário que tenhamos uma boa Primavera, com um Verão vivido em plenitude, reflectindo no Outuno aquilo que almejamos venha a ser o nosso Inverno! E na medida em que o desejemos com o coração, teremos o nosso Outono como marco para a vida plena que pretendemos venha a ser a nossa Primavera.
* No Inverno há animais que hibernam, preparando no sono retemperador a Primavera que os irá levar até aos campos verdejantes que simbolizam o renascimento para uma nova vida.
* Com o Outono, o tempo torna-se mais sombrio, o Inverno é mais escuro... mas é aqui que teremos o Natal como o sinal de que uma nova luz voltará a brilhar e o sol voltará a aquecer toda a terra, tal como Cristo o fez com todos os homens de boa vontade.

02/11/08

TODOS-OS-SANTOS...PENSANDO BEM...


... é tempo de reflexão, porque a vida é algo que necessitamos reflectir muito para que se possa dizer que vale a pena viver. Eu explico... se souber, claro.
Ontem, segundo o calendário, foi o dia de Todos-os -Santos... a que se segue o dia dos Fiéis Defuntos, que hoje se comemora.
Ora isto faz pensar... e muito. Sabemos que não há (?) Santos vivos, segundo aquilo que a Igreja considera, pois é sempre necessário esperar uns anitos para que alguém possa aspirar à dignidade dos altares, depois de morrer.
Santos vivos sabemos que os há, mas esses serão aqueles a quem vulgarmente ouvimos apelidar como um "banana", um "frouxo", um "bonzão", um "pobre diabo", "zé ninguém", "papa hóstias" ou outros epítetos mais ou menos do mesmo calibre, talvez porque não aceitamos que alguém possa ser bom apenas e tão só porque o é, caridoso ou esmoler como princípio, religioso ou crente por questões de fé e não por qualquer outra coisa "menos própria" ou aberrante.
Como princípio, "santo" será apenas quem a Igreja definiu como tal, mas também há na história aqueles cuja vida exemplar levou a que o vulgo popular os fizesse ascender à condição de "santo"... alguns ainda em vida.
E é aqui que dou comigo a pensar naquelas mulheres ou naqueles homens que vivem a santidade plena no seu quotidiano, frente a uma máquina ou a um fogão, no serviço dos outros prestado num hospital ou numa escola, numa creche ou num albergue, com um volante nas mãos ou com uma enxada a trabalhar a terra. Naquelas mulheres que fazem da educação dos seus filhos uma caminhada para os altares, ou aqueles homens que, usando o fato macaco como se fosse um paramento litúrgico, dão exemplos extraordinários de santidade no trabalho que exercem. Até mesmo nas prisões se encontram santos em profusão, que apenas estão a aguardar a sua hora para que vejam reconhecido o seu amor a Deus e ao Próximo.
Santo é uma maneira de estar na vida em plenitude, com a graça que nos vem do alto, pois Deus pretende que o Homem seja Santo, porque feito à imagem d'Ele próprio.
Mas... e o dia de Fiéis Defuntos... não é também dia de Todos-os-Santos? A condição de estarem mortos está cumprida. Pelo menos fisicamente! Não tenhamos dúvidas de que muitos daqueles que já partiram, rumo à Casa do Pai, e estão agora em comunhão com todos os Anjos e Santos de Deus, contemplando a Face do Senhor, também enfileiram no exército de Santos desse Deus a quem oraram com fé, cientes de que não rezaram a um Deus de mortos mas de vivos, pois "quem acredita n'Ele, ainda que morra viverá". E essa é a esperança de quem caminhou para o Pai percorrendo os caminhos da justiça, da verdade e da caridade cristã, amando a Deus e ao Próximo como a si mesmo.
Nesta reflexão, façamos por ser o tal homem novo, renascido para a vida eterna pelo amor do Pai Criador, o Sangue de Cristo Salvador e a Graça do Espírito, que nos santifica.

22/10/08

VAMOS FALAR DOS... HEBREUS? - I

»»» Na Bíblia é dado o nome de "Hebreus" aos descendentes do Patriarca Abraão, cuja história narra a Aliança com o Deus e a sua fixação no País de Canaã. Esta história termina no ano 135 d.C., no final de uma guerra sem quartel havida contra a Roma Imperial. A partir de determinado momento, o Povo Hebreu passou a designar-se como Judeu, nome porque inicialmente se conheciam os pertencentes ao Reino de Judá (de 931 a 587 a.C.). É assim que a história dos Hebreus se vem a prolongar no Judaísmo, o qual, depois de terminar o Estado Judeu antigo, se vem a dispersar entre as nações, constituíndo-se assim como o Povo Judeu da diáspora.
»»» Por volta do ano de 1760 a.C., um pequeno clã, conduzido por Abraão, instala-se no País de Canaã, entre o rio Jordão e o Mar Mediterrâneo. Nesta Terra Santa - parte daquela que será chamada a Palestina - os Hebreus viviam como nómadas, sob a condução de "patriarcas". Abraão - o "Pai dos crentes" que abandonara Ur, na Mesopotâmia, seguindo o apelo do Deus único - e os seus descendentes, Isaac e Jacob. Perseguidos pela fome, estabelecem-se no Egipto, beneficiando das funções que José, um dos filhos de Jacob, exercia junto do Faraó. Mas esta mudança vem a transformar-se, em breve, numa feroz escravatura, difícil de suportar
»»»A alma da resistência, no momento, é Moisés, que se tornará em instrumento da libertação do Povo por Iavé. Esta saída do Egipto , o Êxodo, que se efectuou por volta do ano 1250 a.C., segue-se à recusa das autoridades Egípcias em anuir a que os Hebreus celebrassem ou fizessem qualquer sacrifício em honra de Iavé. Pelos prodígios que antecederam a passagem do Mar Vermelho, que foram as dez pragas do Egipto, ficará na memória colectiva do Povo como uma epopeia que glorifica Iavé e Moisés. Esta passagem do Mar Vermelho deu azo à instituição solene da maior festa do Judaísmo: A PÁSCOA - que em Hebraico é pessab ou passagem - cuja celebração anual significa o verdadeiro nascimento da Nação Hebraica.
»»» Os Hebreus levam uma vida de transumância durante vários anos, na região do Sinais, onde recebem a sua Lei, a Tora, e fazem uma solene Aliança com o seu Deus. Esta paragem no deserto, marcada pela figura e pelo papel de Moisés, será decisiva para instaurar a religião Hebraica.
»»» Sob a condução de Josué e depois de uma conquista longa e difícil, o Povo hebraico instalou-se (entre 1220 e 1200 a.C., aproximadamente), em Canaã, o "país onde corre o leite e o mel". Aqui, dividindo o território pelas tribos que foram consideradas descendentes de Jacob-Israel, constitui-se como nação e estabelece uma democracia tribal.
(continua)

13/10/08

HISTÓRIA... NÃO DA CAROCHINHA


* Num momento de reflexão, dei comigo a pensar no conceito de amizade, de ajuda, de dádiva generosa àquele que nos pede ajuda para os seus males do corpo ou do espírito, seja em bens materiais ou espirituais. E não me passou ao lado o conceito de que há amigos que nos tratam pior que inimigos, vindo-me à memória um velho trecho de História Pátria, lido quando dos meus anos de estudante.
* Como sabemos todos - vocês e eu - a Inglaterra é a mais antiga aliada de Portugal, mercê dos vários tratados que foram sendo assinados entre o Reino de Portugal e o Reino de Inglaterra, em vários momentos da nossa história como País. É assim que, em consequência do Tratado de Tagilde, feito pelos Duque de Lencastre e por D. Fernando, Rei de Portugal, tivemos de aguentar a "bárbara invasão" das tropas inglesas, que aqui chegaram em meados do mês de Julho de 1380, para lutar contra o Reino de Castela.
* Veja-se o que são quase meia centena de navios a demandar o Tejo, transportando aproximadamente 3.000 homens em armas, todos eles veteranos da Guerra dos 100 Anos, cavaleiros e arqueiros experimentados liderados pelo Conde de Cambridge. O primeiro contacto desta gente com o povo de Lisboa foi um desastre completo: - Como se fossem um exército de ocupação, em luta com o inimigo, deixaram destruição e morte por onde passaram, pois matavam, roubavam, pilhavam e violavam as mulheres um pouco por toda a Lisboa e arredores. Mostravam completo desprezo por todo e cada um daqueles que neles haviam confiado, parecendo que os Portugueses eram os seus inimigos mais odiados e que urgia apoderarem-se do Reino de Portugal.
* Recordo ainda Fernão Lopes, que contava, na sua Crónica de D. Fernando que... "muitas vezes mais era o dano causado que aquilo que gastavam em comer. Porque tal havia que se tinha vontade de comer uma língua de vaca, matavam a vaca, tiravam-lhe a língua e deixavam para trás o resto da vaca. O mesmo faziam ao vinho e a todas as outras coisas."
* Acredito que o Rei D. Fernando se terá arrependido por ter subscrito tão aviltante "ajuda", pois que tratou de que eles fossem para o Alentejo, guarnecer as fronteiras... mas estava-lhes entranhado o desejo de fazer o mal, pelo que trataram de atacar Borba e Reguengos de Monsaraz, tomaram em assalto o Redondo e procuraram fazer o mesmo a Évora Monte, mas aqui saiu-lhes a coisa mal, pois o povo escondeu haveres e alimentos. Eles bem torturavam as populações, para que dissessem onde esconderam a comida, mas o povo reagiu de forma violenta , e em fojos de pão ou de qualquer outra forma possível, matavam muitos soldados ingleses, às escondidas, calculando o cronista que talvez dois terços deles não tenham podido voltar a Inglaterra.
* D. Fernando preferiu fazer as pazes com Castela, dando em casamento a sua filha Dona Beatriz a um filho de D. João de Castela... apesar de ela vir a casar com o próprio D. João... apesar de também haver sido prometida a um filho do conde de Cambridge. Havia era que acabar com o estado de coisas e fazer que os ingleses regressassem à sua pátria. Cá apenas tinham feito estragos de grande monta, até porque as mortes não têm preço.
* Recordo ainda que Luis Vaz de Camões, o nosso vate imortal, resumiu de forma completa o reinado do Rei Fernando I, o Formoso, quando disse do seu reinado:
"UM FRACO REI FAZ FRACA A FORTE GENTE!"

05/10/08

A MEDICINA


* O contínuo progresso do saber e das técnicas no domínio médico, particularmente desde meados do século XX, não deve fazer esquecer os novos desafios com que a medicina se vê confrontada, por exemplo as dificuldades ligadas ao crescimento das despesas em matéria de saúde. Por outro lado, é cada vez maior o interesse pela saúde no sentido mais lato, conceito que abrange nomeadamente o bem-estar psicológico do ser humano e a luta contra a poluição.
* Hipócrates é considerado o pai da medicina. Considera-se que viveu entre 460 a 377 a.C. e deixou um legado ético e moral válido até hoje. Precursor do pensamento científico, procurava detalhes nas doenças de seus pacientes para chegar a um diagnóstico, utilizando explicações sobrenaturais, devido à limitação do conhecimento da época.
* Ainda antes da era cristã, Asclepíades de Bitínia tentou conciliar o atomisto de Leucipo e Demócrito com a prática médica. No primeiro século de era cristã, Cláudio Galeno, outro médico grego, deu contribuições substanciais (baseado em dissecções de animais) para o desenvolvimento da medicina.
* Na
Idade Média os religiosos assumiram o controle da arte de curar através de medicamentos e deixaram para os barbeiros, que já lidavam com a navalha, a arte de drenar abcessos e retirar pequenas imperfeições do penis. A formação de secreções purulentas era considerada normal e saudável.
* Em
1865, Louis Pasteur teorizou que as infecções eram causadas por seres vivos. Foi ele o inventor do processo de pasteurização, muito utilizado no leite. Lister, em 1865, aplicou pela primeira vez uma solução antisséptica num paciente com fraturas complexas, com efeito profilático na infecção. Iniciou-se assim uma nova era.
* Em 1928 Alexander Fleming descobriu a penicilina ao observar que as colónias de bactérias não cresciam próximo ao mofo de algumas placas de cultura. Surgia uma nova era: a dos antibióticos, que permitiu aos médicos curar infecções consideradas mortais. A evolução desde então não parou. A eterna luta do homem contra a morte entrou numa nova etapa, cada vez mais moderna e cara

21/09/08

HIPÓCRATES E A HOMEOPATIA

* É dito que os princípios gerais da homeopatia foram enunciados por Hipócrates há cerca de 2500 anos. Segundo hipocrático em quatro pontos:
> Observar.
* Para Hipócrates, grande parte da arte médica consiste na capacidade de observação do médico. * A observação deve ser feita sem nenhum tipo de preconceito ou julgamento, estando o prático aberto aos relatos explícitos e implícitos do paciente.
>Estudar o doente, e não a doença.
* Este princípio, proposto no Ocidente pela primeira vez no tempo de Hipócrates, assentou as bases da holística, estabelecendo que na compreensão do processo saúde/enfermidade não se divide a pessoa em sistemas ou órgãos, devendo-se avaliar a totalidade sintética do indivíduo. Este ponto é essencial no entendimento das históricas divergências entre as escolas de Cós (cujo expoente principal é o próprio Hipócrates) e de Cnido. Esta última pregava a especialização, a impessoalidade, o organicismo e a classificação das doenças.
> Avaliar honestamente.
* Dá-se importância à leitura prognóstica dos problemas da pessoa.
> Ajudar a natureza.
* A função precípua do médico é auxiliar as forças naturais do corpo para conseguir a harmonia, isto é, a saúde.
* Esses princípios guardam evidente semelhança com as conclusões de
Samuel Hahnemann no século XVIII.
* Hipócrates foi também o primeiro a descrever as duas maneiras principais de se abordar a terapêutica
:
- Similia similibus curantur =
Semelhantes são curados por semelhantes, base terapêutica da homeopatia.
- Contraria contrariis curantur = Contrários são curados por contrários. Princípio seguido por
Galeno que estabeleceu as bases da alopatia.
* A visão integradora de
Hipócrates permeia toda a sua obra, cujos textos mais conhecidos são Aforismos e Juramento. A saúde, para ele, é resultado da harmonia entre os quatro humores presentes no corpo e da interação da pessoa com o meio. Higiene, dieta, exercícios físicos, clima e outras circunstâncias são levadas em consideração na avaliação da saúde. O adoecimento obedece a três estágios facilmente reconhecíveis por um observador atento: degeneração (desequilíbrio) dos humores, cocção e crise. Não dá importância à classificação das doenças, levando muito mais em conta a pessoa e seu contexto. Na terapêutica é parco no uso de medicamentos, interferindo somente nos momentos considerados necessários, quando a natureza o indicar. Ficou muito conhecido no seu tempo por sua honestidade científica e na relação com os pacientes e seus familiares, insistindo na necessidade de se trabalhar com a verdade e de se fazer a leitura do prognóstico do estado de saúde. Estabeleceu as bases da ética nas relações entre médicos, entre médico e discípulos e entre médicos e pacientes.
- De Hipócrates a Paracelso
* Os séculos seguintes apresentaram preponderância crescente das crenças de
Cnidos e das práticas de Galeno, chegando ao dogmatismo. O establishment da Antigüidade e, posteriormente, da Idade Média, não permitia qualquer tipo de oposição às idéias galênicas que reinaram quase absolutas por quinze séculos. Galeno ficou conhecido por seus preparados farmacêuticos que incluíam várias substâncias em cada um deles. Sua teriaga, uma de tantas misturas preparadas, chegou a ter mais de setenta ingredientes em sua composição até a época de sua morte. Na Idade Média o preparado já continha mais de cem substâncias, sendo usado como antídoto universal.
* Até o final do Século XIX a teriaga estava registrada nas farmacopéias oficiais de vários países europeus.

17/09/08

A HOMEOPATIA...


* --- Inventada em finais do séc. XVIII por Samuel Hahnemann, a homeopatia não tem a idade respeitável da acupunctura. Beneficia, no entanto, da experiência de mais gerações do que muitas outras ditas "paralelas".
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* --- A teoria homeopática*
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* --- O princípio da semelhança.
------Se determinada substância provoca certos sintomas num indivíduo são, é capaz de curar os mesmos sintomas numa pessoa atingida por uma doença. É um tipo de raciocínio muito antigo: o espírito humano descobre (ou julga descobrir) certas analogias entre diferentes elementos do seu meio ambiente e procura tirar conclusões a partir delas. Este princípio explica a minúcia com que o homeopata estuda os mínimos sintomas do seu paciente, a fim de encontrar o medicamento homeopático que se lhe adequa exactamente. Conhecem-se os sintomas que uma susbtância provoca no inidividuo são: fizeram-se ensaios voluntários. No entanto, os resultados nem sempre foram estudados de forma científica, no sentido estrito do termo.
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* ----- Os outros princípios.
------- O homeopata que leva a sua lógica ao ponto de sistematicamente não dar senão um medicamento homeopático ao paciente é chamado "unicista". Aquele que, pelo contrário, prescreve sempre, vários, é chamado "pluralista". Há por vezes grandes batalhas entre estas duas escolas, mas muitos profissionais sustentam uma posição intermédia. A homeopatia pode teoricamente tratar todas as doenças: o seu único limite é a existência de métodos mais eficazes. O vocabulário particular, utilizado nomeadamente no caso das doenças crónicas (miasmas, diáteses, etc.) provêm da medicina antiga.
* --- O método homeopático baseia-se na diluição das substâncias activas. Com efeito, estas são extremamente diluidas antes de serem distribuídas ao público, a fim de eliminar quase todos os efeitos tóxicos. Para lá da diluição chamada 12 CH (diluição a 1/100, 12 vezes seguidas) não há cientificamente persistência de qualquer matéria ou de qualquer molécula; os homeopatas utilizam com frequência, mas não obrigatoriamente, estas diluições extremas e estâo convencidos da sua eficácia, embora ainda não existam provas científicas dela.
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* --- A prática
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------- Em princípio, qualquer substância, seja ela qual for, pode ser benéfica, desde que provoque sinais no indivíduo são. Assim, a homeopatia utiliza os três reinos - vegetal, animal e mineral.
* --- A forma de administração mais corrente é o "grânulo", esfera com alguns milímetros de diâmetro, constituída por sacarose e lactose, impregnada pelo medicamento. Colocam-se, por exemplo, três "grânulos" debaixo da língua três vezes por dia. Esta via de administração também é utilizada para certos medicamentos alopáticos, porque a substância entra directamente em circulação sem sofrer os ataques do tubo digestivo. Outra forma frequentemente usada é o "glóbulo"ainda mais pequeno que o "grânulo", disponível em tubo, que é tomado de uma só vez por semana.
* --- Devido à obrigação de eficácia (nos limites dos conhecimentos actuais), a homeopatia é reservada às doenças relativamente benignas. Os seus promotores consideram-na eficaz contra as dores, a fadiga, certas afecções reumáticas, cutâneas, gastrintestinais, alérgicas, psicológicas, etc. As perturbações a tratar devem ser funcionais, isto é, sem lesão de orgão e devidas a uma anomalia de funcionamento. Inversamente, quanto mais orgânicas forem, ligadas à existência de uma lesão, mais a homeopatia deve ceder o passo a outras técnicas.
* --- A consulta baseia-se sobretudo no interrogatório, o exame propriamente dito é sucinto.
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* --- Mais ou menos reconhecida, a homeopatia é ensinada em algumas faculdades de Medicina da Europa. O seu exercicio é aí reservado aos médicos, depois de três anos de estudos especializados.
------Talvez seja chegado o tempo para se divulgar tudo aquilo que têm sido as descobertas científicas, no campo da homeapatia, que tem a sua raíz nas tradições naturalistas dos nossos ancestrais, que conheciam os efeitos terapêuticos de muitas das ervas que crescem nos nossos campos... e lhes davam utilização no dia-a-dia do lar. Durante séculos, a ervanária serviu como lenitivo para muitas maleitas. A homeopatia, seguindo os mesmos princípios curativos, poderá ser um lugar importante na medicina curativa.
* --- Em Portugal, o exercício da homeopatia não está ainda regulamentado.