No dia-a-dia da vida, uma palavra, um gesto, um desejo que se pretende expressar... com tudo para todos...
18/02/08
09/02/08
SONHAR ...
07/02/08
CARNAVAL ...
A festa do Carnaval (Entrudo) remonta à Idade Média e foi sempre marcada pela subversão da ordem estabelecida.
Nos dias do Entrudo, o "mundo" era virado às avessas, o diabo andava à solta, a dança e as brincadeiras tomavam conta dos corpos, os mascarados aterrorizavam as pessoas, os homens vestiam-se de mulheres, terminando com a morte do rei.
Em Portugal, o entrudo, era essencialmente uma festa de rua, que os foliões tomavam de assalto.
Uma amostra deste espírito carnavalesco subsiste ainda em Torres Vedras.
O Carnaval inicia-se com a entronização da família real, o rei ( "rei mono", cornudo) e a rainha do sexo masculino.
Depois começam os combates e as brincadeiras nas ruas, os desfiles de Zés Pereiras, cabeçudos, trapalhões, matrafonas, terminando com a morte do rei.
O Carnaval de Torres Vedras , caracteriza-se pela participação espontânea das pessoas, mesmo nos Corsos organizados.
Como afirma um estudioso da etnografia, essa participação "é desejada para a animação do desfile e assim vemos os mais variados foliões nos espaços entre os carros, fazendo a sua festa, exibindo as suas máscaras , pregando as suas partidas, enquanto simples curiosos, , podem ir ao lado dos mascarados.
Assim com uma grande componente de ironia política e social, assumindo, na Tradição do Entrudo português, um palco para a crítica aos "desconcertos do mundo" de tradição popular, é uma das imagens de marca do Carnaval Torriense.
Esta fidelidade à matriz cultural do Entrudo português, traduz-se na arruada, na presença de Zés Pereiras e Cabeçudos, no “Enterro do Entrudo”, e em muitas outras manifestações que fazem com que o Carnaval de Torres se reclame, justamente, desde há longos anos, o "Carnaval mais português de Portugal" .
E mais ....é provavelmente, o único Carnaval português , assumindo-se como uma forma de resistência à defesa do património cultural nacional.
02/02/08
PENSO ... EXISTO ...
"Penso, logo existo".
A frase de Descartes mostra o quanto é vital para o homem o “pensar”.
O homem, com as asas do pensamento viaja sem sequer sair do lugar. O pensamento permite ao homem, colocar diante de si algo para ser avaliado, compreendido ou escolhido sem o ter efectivamente à sua frente.
O pensamento para ser melhor entendido, é uma actividade da inteligência e da consciência, que possibilita ao homem , conhecer e aprender coisas através da abstracção e da inteligência, e quando da posse destes componentes , possibilita ao homem formular a si mesmo uma concepção da verdade da “coisa”.
A frase de Descartes mostra o quanto é vital para o homem o “pensar”.
O homem, com as asas do pensamento viaja sem sequer sair do lugar. O pensamento permite ao homem, colocar diante de si algo para ser avaliado, compreendido ou escolhido sem o ter efectivamente à sua frente.
O pensamento para ser melhor entendido, é uma actividade da inteligência e da consciência, que possibilita ao homem , conhecer e aprender coisas através da abstracção e da inteligência, e quando da posse destes componentes , possibilita ao homem formular a si mesmo uma concepção da verdade da “coisa”.
O pensamento como fruto da inteligência , também serve para caracterizar o homem e a sua racionalidade, pois coloca-o actuando em seu meio não apenas através dos instintos e dos hábitos.
Outro ponto de diferenciação e qualificação do homem diante de todos os outros seres do planeta é o de permitir que estabeleça relações e a partir destas , compreenda e repasse conhecimentos através da linguagem, e esta só acontece, com o exercício da inteligência como pensamento.
“Pensar para poder existir”. Por que tal afirmação? A resposta para esta pergunta vem ao compreendermos o papel do pensamento diante da inteligência, que é a característica de diferenciação do ser humano, pois ao entendermos que a inteligência recebe, capta, absorve o que chega a ela através dos sentidos, veremos que a simples “absorção” não é o ciclo completo do conhecimento; é necessário elaborar, conceber, conceituar o que foi apreendido, e este é o papel exercido pelo pensamento.
O conceito ou ideia é o que dá “significado”.
“Pensar para poder existir”. Por que tal afirmação? A resposta para esta pergunta vem ao compreendermos o papel do pensamento diante da inteligência, que é a característica de diferenciação do ser humano, pois ao entendermos que a inteligência recebe, capta, absorve o que chega a ela através dos sentidos, veremos que a simples “absorção” não é o ciclo completo do conhecimento; é necessário elaborar, conceber, conceituar o que foi apreendido, e este é o papel exercido pelo pensamento.
O conceito ou ideia é o que dá “significado”.
O pensamento permite ao homem ao ver uma flor que veja esta flor não apenas como um “pedaço de mundo”, mas que também “simbolize” a chegada de uma estação ou a lembrança de uma situação ou ainda que formule em si um acontecimento futuro, ao fazer da simples “flor” um presente para a pessoa que deseja ter ao seu lado.
O pensamento é o “motor” da história do mundo desde que o homem se tornou racional, pois ao tomar posse da capacidade de... , passou a construir a história ao lado da natureza modificando-a até inclusivé.
O pensamento humano elabora conceitos, idealiza, dá significado, cria juízos e faz com que o homem tenha dentro de si um universo, fazendo com que através do “pensamento” seja a “imagem e semelhança” de Deus, pois se há um universo de todos criado por Deus, há também um universo em cada um criado por nós mesmos. Diante de tudo isso entendo Descartes, pois é ao pensar que faço tudo existir em mim.
O pensamento é o “motor” da história do mundo desde que o homem se tornou racional, pois ao tomar posse da capacidade de... , passou a construir a história ao lado da natureza modificando-a até inclusivé.
O pensamento humano elabora conceitos, idealiza, dá significado, cria juízos e faz com que o homem tenha dentro de si um universo, fazendo com que através do “pensamento” seja a “imagem e semelhança” de Deus, pois se há um universo de todos criado por Deus, há também um universo em cada um criado por nós mesmos. Diante de tudo isso entendo Descartes, pois é ao pensar que faço tudo existir em mim.
30/01/08
MAIS UMA VEZ...A DEMOCRACIA

---- Ainda que não o pareça, a DEMOCRACIA tem os seus perigos. Na obra póstuma de Tocqueville, "SOUVENIRS", é ridicularizado o ponto de vista dos políticos de que todos os acontecimentos importantes ocorrem por "se mexerem os cordelinhos", e os grandes teóricos do seu tempo, que defendiam que tudo pode ser identificado até às "primeiras causas importantes". Falou de tendências mais do que "leis de ferro" e afirmou que, a não ser que seja no contexto dessas tendências, fosse qual fosse o momento, nada acontece por si próprio nem é independente das acções livres dos homens particulares. Embora orientado entre o determinismo e o voluntarismo, questionava uma tendência histórica inevitável na direcção da igualdade. Mas a forma que tomará depende das acções humanas imprevisíveis e o sucesso de tais acções depende de entendermos as tendências históricas e as circunstâncias sociológicas (mesmo que nenhum tipo de desentendimento possa substituír, mais do que guiar, a acção política). Tenta atingir um equilíbrio sensato entre a explicação sociológica e política, não dando importância demais ou de menos à influência de ideias abstractas em acontecimentos históricos, mesmo que alguns contestem sempre que os exemplos são escolhidos para se adequarem a um argumento, mais do que o argumento seja uma consequência da evidência.
---- A partir das fontes provinciais - nem tudo acontece em Paris, Londre, Berlim ou mesmo em Washington - foi capaz de formular teorias de importância duradoura; que a revolução actual apenas acelerou um processo de centralização há muito em curso; que o momento de perigo máximo para uma velha ordem é precisamente aquele em que tenta reformar-se a si própria; é que a revolução aconteceu numa época de melhoria económica e não numa altura de enorme dificuldade. Resumiu as duas últimas proposições ao afirmar que os homens sofrem desesperadamente em regimes de despotismo e pobreza e que só causam distúrbios quando há uma base de esperança e sinais de melhoria.
---- Comum a ambas as grandes obras daquele Autor, é a distinção entre LIBERDADE e DEMOCRACIA. Para entender o que se passou, tantom na Revolução Francesa como na Revolução Americana e as suas consequências, Tocqueville considerou útil utilizar a democracia no sentido clássico, simplesmente como o governo da maioria; o que implica em troca uma igualdade cada vez maior da condição social. Tratou a América como se fosse, em termos gerais, uma espécie de sociedade de classe média sem classes. As democracias podem ou não encorajar a liberdade de expressão e a escolha individual na acção política. Tocqueville julgava que ambas podiam levar a uma maior liberdade, por razões gerais referidas na obra "DA DEMOCRACIA NA AMÉRICA" e por causa de algumas instituições características da América; mas, por outro lado, muitas outras coisas na democracia ameaçavam únicamente a liberdade e o individualismo.
---- Mencionou os "perigos da tirania da maioria", a intolerância da opinião pública, a adoração da uniformidade e da mediocridade, a desconfiança face à excentricidade, à diversidade e à excelência. O seu desdém aristocrático surge quando inicia, do seguinte modo, um capítulo muito curto intitulado "O COMÉRCIO DA LITERATURA": "A democracia não apenas inspira um gosto pelas letras entre as classes comerciais, como introduz um espírito comercial na literatura". Mas Tocqueville tem razão, como iremos vêr próximamente, porque este trabalho CONTINUA.
28/01/08
16/01/08
O QUE SÃO OS SONHOS? - continuação

---- Os três relatos de que falei no anterior trabalho escrito, podem ser considerados SONHOS, de acordo com uma definição que se havia considerado mais abrangente, tal como ficou prometido interpretar os mesmos num próximo escroto, o que irei fazer hoje.
---- É assim que, no que respeita ao 1º. Relato, este contém uma percepção interna, o sentido de movimento rítmico transmitido pelo mar a um barco e às pessoas a bordo. É um relato típico dos sonhos do início do sono, especialmente em noites a seguir ao experimentar de novas sensações motoras, como esquiar, andar de barco... ou até "DEPOIS DE COLHER MAÇÃS" - como no poema de Robert Frost (After Apple Picking). O sujeito andou de barco, e a sensação de movimento, que abrandou imediatamente assim que pôs os pés em terra firme, é retomada no início do sono e reproduz, exactamente, a experiência física de andar de barco. Voltarei a estes sonhos induzido por estímulos, particularmente quando nos debruçarmos sobre o tema da aprendizagem motora, lá mais para a frente. Por agora sublinhe-se apenas quão breve e relativamente simples é esta experiência sonhadora do início do sono. Apesar de ser alucinante, tal como a do Relato 3, fica-lhe a dever na sua brevidade e no seu âmbito reduzido, na sua ausência de personagens para além do sonhador e na sua insipidez emocional. Muitos relatos do início do sono são mais ricos e variados do que este, embora todos partilhem da mesma brevidade e da falta de enredo elaborado como aquele que encontramos no Relato 3.
---- O Relato 2 limita-se à reflaxão ou àquilo a que os psicólogos chamam cognição. Não existe estrutura preceptiva e, por conseguinte, nenhum carácter alucinante. No entanto há emoção. O sonhador está ansioso sobre o seu desempenho num teste e esta ansiedade parece causar reflexão obsessiva essencialmente da mesma forma que seria de esperar que acontecesse quando acordado. O pensamente aqui descrito é não progressivo. O sonhador nem sequer exercita o conteúdo das matérias do exame de uma forma que possa ser adaptativa. Relatos de ensimesmações como esta são frequentemente obtidos quando os indivíduos são despertados do sono ao princípio da noite. Se forem obtidos num laboratório de sono, eles estarão associados com os baixos níveis de actividade cerebral que caracterizam aquilo a que agora chamamos "sono de ondas lentas", (tal como pode ser observado por um electroencefalograma, ou EEG) ou sono não REM (NREM que diz respeito à ausência de movimentos oculares). A actividade mental do sono NREM que ocorre mais tarde durante a noite, quando os níveis de activação cerebral de aproximam daqueles observados em sono REM, pode assumir muitas das propriedades das que se observam no Relato 3.
---- O Relato 3 é um relato típico de sono REM: é animado, dramático e complexo; excêntrico, alucinante, delirante e longo, cerca de 8 a 10 vezes mais longo que os Relatos 1 e 2 (que foram relatados na sua totalidade), ao passo que apenas um pequeno enxerto do Relato 3 é apresentado. No resto deste Relato 3 houve uma mudança de cenário do alto da montanha para a ilha de Martha's Vineiard (embora estivesse na mesma biciclata) e depois para um centro comercial, um restaurante, um baile e um encontro de colegas da faculdade. O sonhotambém exemplifica algumas das características típicas dos sonhos, tal como a instabilidade das personagens, pois a esposa de um dos protagonistas é vista como sendo loira, quando ela é, na realidade, morena. O sentido do movimento, que é contínuo, torna-se particularmente agradável, quando é tornado imponderável e faz o sonhador deslizar por entre os buracos do campo de golf... mas o resto fica para depois, pois ainda irei voltar, acreditem. A não ser que achem dever ficar por aqui aquilo que ainda agora começou.
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