06/08/13

É DO PAÍS... OU DO MUNDO?



Aqui há uns tempos atrás, li um artigo em que alguém dizia ter 70 anos e estar cansado, o que não é de admirar nos tempos que correm, como bem posso testemunhar porque também tenho 70 anos e levei uma vida de trabalho a todos os títulos cansativa, mas de algum modo compensadora, porque vim a encontrar os suportes de vida capazes de me darem o alento necessário na pessoa da  esposa que tenho ao meu lado e dos frutos do amor que se configuram nos filhos.
Também eu tive a dita ou desdita de fazer o Serviço Militar no início da década de 60, precisamente um período em que a aventura africana se fazia sentir na Guerra que Portugal travava em África contra um inimigo que teimava em lutar pela sua emancipação, farto do jugo colonial.
Quando os senhores da guerra julgaram pertinente, fui passear até Angola, para conhecer as terras do café, do algodão e do sisal, se bem que fosse mais aliciante ter ido à caça de 'feijão' nas Lundas do que dos leões no Namibe ou do elefantes do Congo português, que sempre tinham marfim para comercializar... os que ainda o tinham.
Como a guerra até nem era para ganhar, pois alguns viviam dela, regressei e estive a descansar a beleza até ser enviado para Moçambique, pois o 'tio' Samora estava a precisar de quem lhe desse o tal puxão de orelhas... e talvez os senhores do País julgassem ser eu a pessoa para travar a FRELIMO.
Voltei da guerra traído e mal pago, ficando a fazer tempo até que me fosse dado um pouco de 'justiça' monetária, como compensação dos anos de juventude perdidos no meio do mato.
Reformado e mal pago,  cansa ouvir dizer que tenho que "distribuir a riqueza" pelas pessoas que não querem trabalhar e vivem da subsidiodependência, com o malfadado Governo ou o que o deveria ser a ficar com o dinheiro que eu ganhei, utilizando a força do Fisco, se necessário, pois pretende dá-lo aos vagabundos que têm  preguiça de o ir ganhar.
Vou aos arames quando ouço dizer que os toxicodependentes são pessoas doentes,  tendo que ajudar no seu tratamento e pagar pelos prejuízos que causam, quando são eles próprios a  procurar a sua desgraça. Não há nenhum vírus que os tenha  agarrado ou  bombeou pó branco para as suas narinas ranhosas ou injectou à força qualquer porcaria nas suas veias.
E aquelas espécies de humano, machos e fêmeas, que se enchem de pregos, pins ou tatuagens abomináveis, engrossando assim o mercado dos sem emprego que vivem a expensas do governo, que lhes paga daquilo que  leva dos impostos dos que trabalham ou estão na situação de reformados.
Não sei se é uma imposição, uma maldição ou uma alucinação, mas o certo é que a epidemia está a espalhar-se, não sendo já um fenómeno português mas sim uma epidemia capaz de matar  as esperanças de um amanhã para os Povos.
 

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