02/01/13

FELIZ 2013... PARA JÁ!

 
Esperei  todo o ano em vão, pensando que o 'Próspero', que é sempre anunciado nas mensagens de Ano Novo,  não fosse apenas uma maneira de tornar pomposo um desejo de qualquer coisa se tornar diferente depois da meia-noite de 31 de Dezembro de cada ano que passa.
Não basta dizer-se 'FELIZ ANO NOVO' e tudo fica melhor, porque a felicidade inerente ao desejo expresso, tem de partir de uma coisa palpável e não permite abstracionismos de qualquer espécie, pois a felicidade é algo de tangente, de misterioso, que permite o fascínio e a esperança, a angústia e e a alegria, e a partilha, que é moldada e caldeada na felicidade que cada um vai distribuindo por aqueles que sejam dignos de a partilhar.
 
Ouvi na televisão alguém desejar a um 'Sem abrigo' um Ano Novo muito feliz... e fiquei de boca à banda, porque não entendi se o desejo brotava do âmago de quem emitia o desejo ou era um 'déjà vu' inspirado num qualquer 'relógio de repetição', como existem nas torres das igrejas. Não ouvi a resposta recebida do monte de serapilheiras, nem sei se era homem ou mulher  quem utilizava a suavidade de tais adereços de 'cama', mas eu próprio formulei o meu maior desejo daquela noite de São Silvestre: 'SE FOSSES PARA O RAIO QUE TE PARTA...'
É que não sei se aqueles desejos de felicidades no Novo Ano eram a sério ou a brincar... e brincar no primeiro dia do novo ano pode ser um bom prenúncio de que todo o ano será assim... mas também não vejo que felicidade poderá ter quem leve a vida a brincar, enquanto outros comem 'o pão que o diabo amassou' para levarem um pouco de pão para mitigar a fome aos que não têm mais que a tristeza de um dia frio e húmido para viver, aguardando aquilo que Deus ainda possa ter para lhes dar alento que seja lenitivo para um porvir em que querem acreditar.
Um ano próspero... em angústias; muito feliz... em alento; ano... de promessas; novo...em esperanças, será tudo o que se pretende de 2013, que trás à lembrança a saudade das previsões feitas em anos passados, que mais não serviram que não fosse trazer-nos FÉ NO AMANHÃ QUE SEMPRE SE RENOVA! 

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